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 04.02.2009 | Cinema |

O Fim... outra vez

 

E se Peter Pan escolhesse deixar a Terra do Nunda e crescer? Já imaginaram Psycho com um final feliz? Em Otro Final quinze escritores espanhois reescrevem o destino de alguns clássicos do cinema.

 

Podia ser o sonho de qualquer cinéfilo. O que aconteceria se os espectadores pudessem dar um rumo diferente às suas personagens favoritas? Os escritores e editores espanhóis Amparo Serrano de Haro e Manuel Hidalgo convidaram alguns colegas a fazê-lo e o resultado foi o livro Otro final.

 

A selecção dos colaboradores para esta obra, lançada pelo grupo Editorial 451, partiu de três requisitos, conforme explicou Manuel Hidalgo ao jornal El Mundo: «A qualidade da sua obra, que fossem apaixonados por cinema, e só depois por serem guionistas ou terem algo na sua obra relacionado com a sétima arte».

A partir daí cada um dos criadores escolheu o seu filme, apenas com a condição de este fazer parte da «memória colectiva».

 

No livro, depois de um breve resumo do argumento, cada texto é rematado com o final alternativo que cada escritor viu para cada filme. Para Serrano de Haro e Hidalgo, que também escreveram os seus finais Casablanca e Bienvenido Mr. Marshall, respectivamente o que mais interessava era captar o olhar da audiência. «Como espectadores, enquanto vemos um filme imaginamos como será o final e se era aquele que nós esperávamos. Tentámos que cada escritor criasse o seu final a partir dessa perspectiva.»

 

Nomes como Javier Maqua, Augusto M. Torres, Vicente Molina Foix e Eduardo Mendicutti que não dizem muito ao público português fazem parte da lista dos que, literalmente, reescrevem a história do cinema. Todos espanhois, como três dos epílogos incluídos no volume: Viridiana (1961) de Luis Buñuel,  Bienvenido, Mr. Marshall (1953) de Luis García Berlanga e Calle Mayor (1956) de Juan Antonio Bardem.

 

Penduram-se algumas ideias no ar. E se Ingrid Bergman e Humphrey Bogart tivessem apanhado juntos o voo de Casablanca para Paris?  E poderia Von Aschenbach ter trocado ao menos uma palavra com o belo Tadzio antes de morrer em Veneza? A lista não se fica pelo preto e branco. De Phsyco (1960) a Blade Runner (1982), passando por Peter Pan (1953), em Otro final reúnem-se exercícios de liberdade criativa. Os papéis invertem-se e os filmes, a maior parte inspirada em obras literárias, tornam-se inspiração para uma nova história no papel.

 

 

 

Os filmes

 

Casablanca (1942), Michael Curtiz
Das Cabinet des Dr. Caligari (1920), de Robert Wiene
O Monte dos Vendavais (1939), William Wyler
Ladri di bibicleta (1948), Vittorio De Sica
The Third Man (1949), Carol Reed
Bienvenido, Mr. Marshall (1953), Luis García Berlanga
Mogambo (1953), John Ford
Peter Pan (1953), Clyde Geronimi, Wilfred Jackson, Hamilton Luske    
Calle Mayor (1956), Juan Antonio Bardem
Some Like It Hot (1959), Billy Wilder
Phsyco (1960), Alfred Hitchcock
Viridiana (1961), Luis Buñuel
Doctor Zhivago (1965), David Lean
Morte a Venezia (1971), Luchino Visconti
Blade Runner (1982), Ridley Scott

Filipa Queiroz
 
etiquetaEtiquetas: el mundo, otro final, editorial 451,  
 
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